NOSSA HISTÓRIA

A borracha extraída de seringais na Amazônia, num passado não muito distante, teve uma significativa importância para o País, para as indústrias pneumáticas e calçadistas. Nos últimos 50 anos, entretanto, o setor petrolífero desenvolveu produtos mais fáceis de se manusear, porém, altamente poluentes (levam até 400 anos para se decompor), gerando um grande passivo ambiental. Dessa forma, os seringais amazônicos foram sendo desativados nos últimos 30 anos e os seringueiros, antes em regime de semiescravidão, ficaram abandonados nas matas, sem patrão, sem governo e totalmente invisíveis à sociedade.

Hoje a borracha natural está voltando a ocupar o seu espaço na indústria de calçados. A Seringô acreditou, apostou e investiu na possibilidade do resgate e preservação de uma identidade, por meio de uma atividade tradicional, a borracha, onde homem e natureza estão juntos. Uma nova cadeia de valor para a borracha nativa, rastreável, orgânica, biodegradável, de fontes renováveis, assegurando ao seringueiro um valor justo por seu trabalho e tornando a floresta em pé mais valiosa do que a mata derrubada.

A tecnologia social “Encauchados de Vegetais da Amazônia”, que criou um material biodegradável e resistente também gera renda, de maneira responsável, para cerca de 75 comunidades entre indígenas, seringueiros, quilombolas, ribeirinhos e assentados da reforma agrária. Além do látex orgânico, a marca utiliza outras matérias-primas naturais, de origem vegetal, como fibras, sementes, resinas, óleos e essências.

Acompanhe a seguir os 30 anos desta história, de vivências e aprendizados com comunidades indígenas, extrativistas e quilombolas na Amazônia:

   1989, data em que tudo começa. 

  • Governo Collor promove o desmonte do Estado, fechando a Sudhevea-Superintendência do Desenvolvimento da Borracha e extinguindo várias políticas públicas que garantiam a permanência dos seringueiros extrativos nas suas colocações no meio da floresta amazônica, produzindo borracha e cuidando do ambiente.
  • Neste contexto surge Francisco Samonek, que há dez anos, migrou do Sul do País para a Amazônia, especificamente para a cidade de Tarauacá-AC, onde teve um grande aprendizado sobre a borracha amazônica e conviveu com os seringueiros e com o sistema produtivo da época, seja no Seringal CECI, no alto rio Muru, no Estado do Acre, seja, no Seringal Independência, rio Acuraua, no estado do Amazonas, trabalhando com a implantação de mini-usinas para a produção da Folha Fumada Brasileira, ou organizando a Cooperativa de Borracha do Vale do Tarauacá – COOPABOR, com a implantação de uma usina de beneficiamento de borracha  do tipo Granulado Escuro Brasileiro – GEB, usina esta financiada pelo também extinto BNCC- Banco Nacional de Credito Cooperativo;

       
       1994

  • Francisco Samonek prepara e organiza um grupo de ex-seringueiros, que fugiram dos seringais e vieram para a periferia de Rio Branco,  na Vila Acre, e fundam  a Coopereco – Cooperativa dos seringueiros do Acre, hoje, Cooperativa dos Ecoextrativistas da Amazônia, tendo como objetivo organizar os seringueiros para buscarem alternativas para a sobrevivência desta atividade, mas de forma sustentável e sem a dependência de políticas públicas.
  • Para tanto, são iniciadas pesquisas com o intuito de melhorar a qualidade da borracha, desenvolver processos e produtos que agreguem valor na base produtiva e permitam uma remuneração justa aos seringueiros.
  • Surge o primeiro grande desafio: para a obtenção de produtos de qualidade: era necessário trabalhar a vulcanização do látex a campo, sem a qual não era possível fabricar nenhum produto com qualidade para o mercado.


      1996

  • É desenvolvido o primeiro processo de pré-vulcanização artesanal do látex de campo, que, posteriormente, transformou-se em uma patente concedida pelo INPI, em 2013, permitindo aos seringueiros manusear o látex colhido diariamente, transformando-o em vários produtos com qualidade e apelo socioidentitário. Inicialmente foi o “couro ecológico”, tecido de algodão cru impermeabiizado com o látex pré-vulcanizado.
  • Maria Zélia Damasceno, uma paraense erradicada no Acre, entra para o projeto, para assessorar atividades administrativas da cooperativa.


      1997

  • É aprovado o primeiro projeto com a nova tecnologia, um projeto Demonstrativo do Tipo “A” – PD/A, com recursos da Comunidade Econômica Européia, e repassado pelo MMA, a ser implantado na Floresta Estadual do Antimari, no Bujari – AC, com 30 famílias de seringueiros, produzindo borracha e “couro ecológico”. Foi um projeto bem sucedido.
  • A coopereco instala uma pequena usina de beneficiamento de borracha em Rio Branco, no Distrito Industrial e produz Crepe Claro, borracha de excelente qualidade para a produção de solados e produz o tecido emborrachado, o “couro ecológico”, para a produção de bolsas, mochilas e cabedais para sandálias;
  • A Coopereco realiza cursos de fabricação do “couro ecológico” na Comunidade Arraial dos Burros, no PAE Santa Quitéria;
  • Participa do Programa de Qualificação Profissional coordenado pela Secretaria de Bem Estar Social do Governo do Estado, com recursos do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador. Desenvolveu vários cursos de treinamento e qualificação profissional para seringueiros em várias comunidades do Estado do Acre;
  • Realiza curso em Cobija-Pando, na Bolívia, a convite da ASPROGOALPA, para 30 seringueiros;


      1998

  • É criado o Poloprobio – Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais, uma ONG, para prestar assistência técnica aos projetos de Assentamento do INCRA, pelo Projeto Lumiar.


     1999

  • A Frente popular do Acre, uma coligação de partidos de esquerda, vence as eleições e assume o Governo do Estado;
  • É promulgada a Lei Chico Mendes, onde o Governo do Acre passa a subsidiar a borracha bruta produzida no Estado, desde que a produção seja adquirida pela Cooperacre – Cooperativa Central de Comercialização extrativista do Acre. O Governo fecha um acordo com a Pirelli, onde toda a produção de borracha seria destinada para a produção do Pneu Xapuri, o pneu “verde”. Assim as demais cooperativas não conseguem sobreviver, pois o subsídio era canalizado apenas para a borracha que transitasse pela Cooperacre.
  • Assim Coopereco fecha a usina, se desfaz de parte de seu patrimônio e entra em processo de liquidação.
  • O Poloprobio, uma ONG, entra no vazio deixado pela Coopereco e amplia o leque de pesquisas, retirando o tecido industrializado do processo produtivo do “couro ecológico” e insere fibras vegetais curtas, matéria prima barata e abundante na região e denominando, a partir daí, Encauchados ou Encauchados de Vegetais da Amazônia.


     2000

  • A Coopereco é contratada pelo PNUD para dar uma consultoria de repasse do processo de produção do “couro ecológico” na Comunidade Maguary, na Flona Tapajós, em Belterra-PA. Maria Zélia tem o seu primeiro desafio: Vir à sua terra natal, o Pará, para fazer o primeiro repasse da Técnica do “couro ecológico”. Sua atuação foi bem sucedida e a Comunidade Maguary, montou uma estrutura invejável para a produção do couro ecológico, conquistando muitos prêmios.


      2001

  • Curso de couro ecológico na Flona Rio Ouro Preto em Guajará-Mirim, em parceria com o SEBRAE/RO e CNPT/Guajará-Mirim;


      2003

  • Poloprobio firma contrato com o SENAI/AC pelo Sebraetec para desenvolver fibras vegetais e em composição com o látex pré-vulcanizado desenvolver novos produtos.
  • Francisco Samonek, professor, pesquisador e idealizador deste projeto de reativação dos seringais nativos, busca na Academia, o respaldo para a comprovação científica da sustentabilidade desta iniciativa;
  • Ele faz uma especialização em Gestão de Iniciativas Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, na modalidade EAD, tendo a monografia o título de: “Couro Vegetal Ecológico: Perspectivas de Desenvolvimento social dos Povos da Floresta”.
  • Poloprobio firma parceria com a UFAC, com recursos da Fundação Ford e Embaixada da Holanda, para desenvolver o repasse do “couro ecológico” para 4 comunidades na RESEX Chico Mendes, Comunidade Palmari e Seringal Floresta em  Xapuri-AC, Seringal São Cristóvão e Seringal Pindamonhangaba em Brasileia-AC, tendo como reaplicadora da tecnologia a artesã Maria Zelia Machado Dasmasceno.

      2004

  • Francisco Samonek ingressa no Mestrado no Curso de Ecologia e Manejo dos Recursos Naturais da Universidade Federal do Acre.
  • Em seguida é convidado pelo Prof. Jacó Cesar Picolli, antropólogo e coordenador do Núcleo de Ciências Sociais da Universidade Federal do Acre e do Centro de Antropologia e Arqueologia Indígena, para fazer parte de sua equipe de trabalho, elaborando projetos e repassando as técnicas dos encauchados para comunidades indígenas no Acre.
  • Monta uma unidade pedagógica e demonstrativa no Campus da Universidade Federal do Acre, junto ao Centro de Antropologia e Arqueologia Indígena daquela Universidade;

 
      2005

  • A FUNAI aprova um curso piloto na Aldeia Paroá, povo Kaxinawá, onde Maria Zelia Machado Damasceno, ministrou o curso, com a participação de trinta indigenas vindos de várias outras terras indígenas e aldeias nos municípios de Feijó e Tarauacá.
  • Pelos ótimos resultados obtidos no curso, os Encauchados foram inseridos no Projeto de Proteção das Populações e Terras Indígenas da Amazônia Legal – PPTAL, executado pela OPIRE – Organização dos Povos Indígenas do Rio Envira, implantando unidades produtivas dos Encauchados em 03 Terras Indígenas, TI Kaxinawá de Nova Olinda, TI Kaxinawá do Seringal Curralinho e TI Katukina/Kaxinawá do Rio Envira.
  • Através do Edital MCT/MMA/SEAP/SPPIR/CNPq No. 26/2005 – Apoio a Projetos de Tecnologias Sociais para Comunidades Tradicionais e Povos Indígenas foi apresentado e aprovado o projeto “Ciência e Saber Tradicional na Amazônia: Os novos encauchados produzidos na Terra Indígena Kaxinawá de Nova Olinda”,

      2006

  • Francisco Samonek conclui o Mestrado em Ecologia na UFAC com a Dissertação entitulada: A BORRACHA VEGETAL EXTRATIVA NA AMAZÔNIA: Um estudo de caso dos novos encauchados de vegetais no Estado do Acre;
  • O projeto dos Encauchados é agraciado com o Prêmio Samuel Benchimol – Fórum de Desenvolvimento Sustentável para a Amazônia, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC.


A partir daí Começa a busca por projetos, recursos e mercados para viabilizar e dar escala a iniciativa, tendo sempre o Poloprobio como proponente.


      2007

  • Os Encauchados recebem a Certificação e o Prémio de Tecnologia Social concedido pela Fundação Banco do Brasil;
  • Conquistam o Prémio FINEP de Inovação Tecnológica na categoria Inovação Social;
  • O Poloprobio aprova um projeto com o CNPq, no valor de R$ 200 mil, para trabalhar com populações indígenas, etnias Kaxinawá, em Feijó-AC e Kaxarari, em Vila Extrema- RO;
  • Aprova, ainda, na Chamada Pública do Programa Desenvolvimento & Cidadania Petrobras, um projeto de geração de trabalho e renda, na categoria Regional, no valor de R$ 600 mil, permitindo a expansão do trabalho para toda a Amazônia (AC, AM, PA e RO);
  • Aprova também na Chamada Pública do SEBRAE-NACIONAL, dois projetos, sendo um para a implantação de uma unidade no Pará e outro para a implantação de uma unidade no Acre.

     
      2008

  • O Poloprobio vence o Prémio FINEP de Inovação na categoria Tecnologia Social, cuja premiação possibilitou viabilizar um projeto de pesquisa, no valor de R$ 500 mil, executado em parceria com a FADESP e UFPA/NAEA;
  • Conquista, ainda, o Prémio Equatorial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD;
  • Participa da Mostra de Tecnologias Sustentáveis, em SP, na Conferência Internacional Ethos;
  • Participa da Mostra de Tecnologias Sociais, durante o 2o. Forum Nacional de Tecnologias Sociais, em Brasília-DF.
  • Participou do Projeto Biodiversidade Brasil/Itália – PBBI, junto com o Ibama/ICMBio/AC, executado na RESEX Cazumbá-Iracema, tendo implantado unidades dos Encauchados na Comunidade Zirmão e Jacareuba na RESEX Cazumbá e na Flona Macauã, no Alto rio Macauã;
  • O Poloprobio participou da Feira “Ciência para a vida” da EMBRAPA em Brasilia – DF em outubro/2008, com o indígena Kaxinawa Antonio José de Albuquerque da Aldeia Nova Olinda em Feijó e a comunitária Leonora Siqueira Maia, da RESEX Cazumbá, de Sena Madureira;
  • Participa da Feira Amazontech, em Rio Branco-AC, com 4 indígenas de Feijó – Ac, apresentando e comercializando seus produtos na Maloca indígena, com pinturas em camisetas com látex pigmentado e 2 seringueiros, na casa do seringueiro, apresentando e vendendo os artesanatos, especialmente as folhas reproduzidas em borracha.


      2010

  • O Poloprobio conquista o Prémio Objetivos de Desenvolvimento do Milénio – ODM-Brasil.
  • Participa do II Salão dos Territórios, em Brasília-DF, onde o projeto é considerado uma “Boa Prática para os Territórios Rurais” pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário- MDA;
  • Aprova 03 projetos de pesquisa junto ao CNPq, dois no edital MCT/CNPq 29/2009, desenvendo uma unidade piloto na Ilha do Combu, em Belém, e um no edital MCT/CNPq 65/2009, desenvolvendo ações da reaplicação da TS Encauchados na RESEX Cazumbá/Iracema, em Sena Madureira e no PAE Santa Quitéria, em Brasíléia;


      2011

  • Aprova um novo projeto junto a Petrobras, no valor de R$ 1.250 mil para a continuidade das ações iniciadas com o projeto de 2007, continuando ações da reaplicação da TS dos Encauchados: No Acre trabalha com o povo indígena Kaxinawa/Shanenawa e seringueiros da RESEX Cazumbá-Iracema, em Feijó/Tarauacá/Sena Madureira; Em Rondônia com o povo indígena Kaxarari, em Vila Extrema; No Amazonas, com os povos indígenas Munduruku, em Borba,  Apurinã, em Boca do Acre,  Mura, em Autazes e  Tukano, Baniwa, Desana, Tuyuka, Tariana,Tapuya, em São Gabriel da Cachoeira; e no Pará, com comunidades ribeirinhas da RESEX Mapuá e Terra Grande Pracuuba, em Breves e Curralinho, com quilombolas no Acará e na Calha Norte;


      2012

  • O Poloprobio transfere sua sede de Rio Branco-AC, para Castanhal-PA;


      2013

  • O INPI concede ao Poloprobio duas patentes, a da pré – vulcanização artesanal do látex de campo e a do emborrachamento de tecidos com o uso de látex pré- vulcanizado;
  • Francisco Samonek conquista o Prémio FINEP de Inovação, na categoria Inventor/lnovador.


      2014

  • O Poloprobio aprova um projeto de Agroecologia, Produção Orgânica e Extrativismo no Programa Redes ECOFORTE financiado pela Fundação Banco do Brasil, no valor de R$ 1.250 mil, que teve como objetivo a implantação de 30 unidades de referência dos Encauchados no Estado do Pará. Abriu várias frentes de trabalho, tanto no Marajó, como em Santarém e Oriximiná e proporcionou condições para a implantação da fábrica de sandálias, hoje, sob a administração da COOPERECO;
  • Assina, ainda, um Acordo de Cooperação Técnica com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica – SECTET/PA, para atuar na Educação Profissional, qualificando e certificando produtores de borracha e artesãs;
  • Assina um Acordo de Cooperação Técnica com o ICMBio-Santarém, para reaplicar a Tecnologia Social dos Encauchados, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, em Santarém, e na Floresta Nacional do Tapajós, em Belterra;
  • Cria também a Rede ECOFORTE Encauchados, tendo como membros a TAPAJOARA, a COOPERECO e a ASPROAN, entre outras, cada uma atuando nas suas respectivas regiões.


      2016

  • O Poloprobio aprova um projeto do Fundo Socioambiental da Caixa Económica Federal, no valor de R$ 100 mil, para implantação de 04 unidades dos Encauchados na cidade de Anajás, no arquipélago do Marajó (PA);
  • É realizado o levantamento da liquidação da Coopereco e a tranferência de sua sede de Rio Branco, no Acre, para Castanhal, no Pará, formando uma nova Diretoria e admitindo novos associados, produtores de borracha e artesãs, para realizar a parte econômica do projeto;
  • Apresentação dos Encauchados na Belém Fashion Revolution com o título: Atitudes de impacto positivo: Iniciativas que estão fomentando a sustentabilidade;
  • É lançada a coleção com 03 livros, como produto do projeto FINEP, denominados de “Encauchados 20 anos. Do Acre para o mundo; Os Encauchados na visão da Academia; Encauchados: Produção científica e tecnológica educacional”;


      2017

  • O Poloprobio aprova um projeto do Fundo Socioambiental da Caixa Económica Federal (R$ 200 mil) para implantação de 30 unidades familiares dos Encauchados na cidade de Anajás, no arquipélago do Marajó (PA), com a qualificação profissional de 40 seringueiros e 40 artesãs,
  • É realizada pelo IBD a Certificação de 34 famílias de seringueiros em Anajás como produtores de borracha orgânica.

 
     2018

  • O Poloprobio aprova um projeto junto a Fundação Banco do Brasil, para a continuidade do projeto Redes ECOFORTE, visando a consolidação de um empreendimento Económico Coletivo, no valor de R$ 500 mil para fortalecimento das unidades de referência implantadas na fase I;
  • Aprova junto a Fundação Banco do Brasil um projeto para a reaplicação de Tecnologias Sociais, no valor de R$ 1 milhão, para ampliar o número de famílias produtores de borracha orgânica, de 34 para 200 famílias, no Estado do Pará;
  • Conquista o Prémio de “Melhores Práticas em gestão local” da Caixa Económica Federal;
  • Conquista o Prémio Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de “Empreendedorismo Consciente” com o projeto da sandália orgânica;
  • Aprova um projeto de pesquisa junto ao CNPq – Chamada_CNPq_17_2018-Bolsas_DT, Bolsa de Pesquisa em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora, no valor: R$ 26.400,00, tendo como Coordenador/Bolsista; o Prof. Francisco Samonek;
  • Apresentação do projeto Encauchados na primeira Chamada de Bons negócios pelo Clima, promovido pela Climate Venture, em SP;
  • Conquista o Prémio “Melhores Empresas pelo Clima”, da Climate Ventures;
  • Capta R$ 300 mil, da NESsT/ IDESAM, como capital paciente, para estruturar e potencializar o negócio e a produção de calçados,
  • Participa do Programa de Aceleração Parceiros pela Amazônia-PPA, com mentorias, workshops para aprimorar a gestão e governança;
  • É criada pela Future Brand e registrada junto ao INPI a marca “Seringô”, em substituição a denominação de Encauchados, utilizada até esta data.


      2019

  • O Poloprobio conquista o Prémio Amigos da RESEX Tapajós-Arapiuns, promovido pela Tapajoara;
  • Participação de Francisco Samonek como palestrante na Feira Expo Amazonica na cidade de Iquitos, Departamento de Loreto, no Peru, a convite do Ministerio de Agricultura y Riego, Servicio Forestal y de Fauna Silvestre – SERFOR e com o titulo: Desafios para a exploração sustentável da borracha amazônica: Como migrar de um projeto para um negócio social;
  • Participação da Feira e do Espaço Conexões Criativas Inspira Mais-SP;
  • Palestra de Francisco Samonek, na 3ª edição do Brasil Eco Fashion Week, no Espaço Conhecer, com o título: Látex Certificado e arranjos produtivos na Amazônia.
  • Participação na 3ª Edição do Brasil Eco Fashion Week, na Feira do Espaço Amazônia.
  • Apresentação dos Encauchados no Festival de Inovação e cultura Empreendedora- FICE-2019, juntamente com a presidente da Artesol, Sonia Quintela e o Instituto Kabu;
  • Palestra de Francisco Samonek, na 3ª edição do Brasil Eco Fashion Week, no Espaço Amazônia, com o título: SeringÔ/Encauchados: Um novo Ciclo 100% sustentável para a borracha amazônica;


      2020

  • A Coopereco aprova o projeto de Voluntariado do Banco do Brasil (R$ 100 mil), para qualificar profissionalmente jovens mulheres ribeirinhas na produção de biojóias, com geração de renda e evitando o êxodo rural;
  • O Poloprobio aprova o projeto “Educação e Qualificação Profissional na Amazônia transformando vidas, com uma renda digna, identidade, qualidade de vida e equilíbrio ambiental”, no Desafio Transforma, da Fundação Banco do Brasil, para trabalhar com duas comunidades indígenas na RESEX Tapajós Arapiuns em Santarém, a Aldeia Animã, etnia Tupaiu e Aldeia Arapiranga, etnia Arara Vermelha;


Trinta anos de estrada pelos mais diversos rincões da Amazônia, de vivências e de aprendizados. São mais de 3.500 pessoas que foram qualificadas nos diversos projetos executados ao longo destes trinta anos. São 75 comunidades extrativistas localizadas nos Estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia.  São indígenas, ribeirinhos, quilombolas, assentados da reforma agrária, que se beneficiaram e continuam colhendo frutos desta iniciativa. São 210 multiplicadores locais qualificados, que  repassam o seu conhecimento para os demais membros de sua comunidade ou nas comunidades vizinhas. São pessoas que, quando crianças, sonhavam em estudar, fazer uma faculdade e hoje estão formados, pedagogos, professores, cientistas, biólogos, entre outros. Homens e Mulheres empoderados pelo conhecimento e pela renda. O meio ambiente preservado, a floresta mantida em pé. Tudo é resultado de uma iniciativa que hoje, pelo esforço, dedicação e perseverança, faz renascer a perspectiva de um NOVO CICLO PARA A BORRACHA AMAZÔNICA, porém construído de forma diferente: Os produtores hoje são livres, produzem, vendem e não são mais reféns do “barracão”, eles são associados da Coopereco e participam da sua gestão e de seus resultados. Eles são empreendedores, dominam o conhecimento para poder fazer uma borracha de melhor qualidade, para poder ter uma renda melhor. Cuidam da floresta, pois é dela que retiram o seu sustento.